O Scrum no Teste de Software

No 1º semestre de 2010 concluímos nosso MBA em Teste de Software, título obtido que originou o nome do nosso Blog, defendendo o Trabalho de Conclusão de Curso de tema: Scrum no Teste de Software.

Apesar de não trabalharmos com a metodologia, decidimos estudá-la para tentar abstrair o que de melhor ela poderia oferecer especificamente para o Teste de Software.

O nosso trabalho tem o enfoque na apresentação da utilização da metodologia, ressaltando benefícios como colaboração, integração e boas práticas, auxiliando na qualidade e sucesso dos projetos. Apresentamos alguns modelos de adoção do Scrum em empresas e em equipes, demonstrando assim possíveis problemas de adaptabilidade, já que tende a ser uma grande mudança na forma de se trabalhar.

Foram realizados estudos de viabilidade de adoção do Scrum, incluindo a equipe de Teste de Software, já que a metodologia veio se opor ao processo cascata de desenvolvimento, que joga os testes sempre para o fim esmagando os prazos e comprometendo a qualidade.

Por fim, o nosso trabalho aponta também os riscos e vantagens da utilização da metodologia, bem como os resultados obtidos da análise das empresas que utilizam o Scrum.

Os benefícios da participação do Time de Teste no Scrum:

• Integração do time;
• Apoio de quem está desenvolvendo código durante a execução dos testes;
• Apoio de quem está testando código durante a codificação;
• Participação mais direta e ativa do profissional que está testando o software;
• Profissionais que estão desenvolvendo código interessados em aprender sobre teste;
• Profissionais que estão testando código interessados em aprender sobre programação;
• Agilidade, interação com testes;
• Acompanhamento de defeitos pelo profissional que está testando o software;
• Analistas de Teste deixam de ser reativos para serem pró-ativos.

Lições Aprendidas

Existem poucas empresas que utilizam processos realmente ágeis. E o termo “Scrum” tem sido muito utilizado para qualquer projeto de iterações curtas.

Para as empresas que realmente utilizam, um fator que contribui para o sucesso do Scrum é a maneira como se trabalha em equipe, dividindo todos os recursos, em pequenos grupos, sendo sempre equipes pequenas, isso faz com que todos sejam mais participativos e se empenhem melhor em suas atividades. Com a participação ativa de todos, o andamento do processo acontece de forma clara, que de certa forma, gera também, aumento de produtividade. O profissional “veste o chapéu do outro” de acordo com a fase do ciclo, desta forma, a equipe trabalha mais unida, aumenta a qualidade e o retrabalho reduz consideravelmente.

Devido à flexibilidade, a organização pode ter que realizar alterações na sua estrutura organizacional, para melhor adequar ao funcionamento do Scrum já que, a metodologia exige certo nível de formação de todos os envolvidos.

O Scrum não é uma fórmula mágica, não resolverá todos os problemas da equipe, ou da empresa. Além disso, há uma grande dificuldade na implantação, a adaptabilidade é difícil e a resistência geralmente é grande. Fora a desvalorização da documentação, em função da informalidade.

Porém, nas empresas estudadas, as vantagens da utilização da metodologia pesaram mais que as desvantagens. Apesar da resistência inicial, no geral as empresas que aderem à utilização de um Processo Ágil como o Scrum tem boas experiências com ótimos resultados.

Para saber mais sobre o assunto e se inteirar a respeito, vale a pena investir alguns minutos na leitura do nosso trabalho:

Scrum no Teste de Software

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5 Respostas (+adicione o seu?)

  1. Patrícia
    Set 11, 2010 @ 00:05:38

    Olá Especialistas!!

    Eu tb sou especialista em Teste e Garantia da Qualidade de Software e atuo na área há 6 anos. Atualmente trabalho no contexto das boas práticas de Métodos Ágeis. Confesso que no ínicio (há 1 anos e 2 meses) foi difícil me enquadrar no contexto, mas agora estou melhor… hehehe. Vou compartilhar como desempenho o meu papel de analista de teste. Após participar das reuniões do sprint (sprint planning, planning poker, …), inicio o levantamento de dados para cada tarefa no que se refere ao fluxo de negócio. Para isso, entro em contato com o solicitante, se for o caso, ou o próprio PO. Após elucidar as dúvidas de negócio, início o planejamento do teste, ou seja, identifico os pré-requisitos e premissas para os teste e listo os itens de verificação. A partir dos itens de verificação é que realizo o mapeamento dos cenários de teste. Enquanto isso, a tarefa está sendo desenvolvida. Assim que é concluída, inicio a execução do teste. Repito isso para todas as tarefas do sprint. Finalizo os testes e gero o relatório de acompanhamento dos mesmos. Quanto ao teste automatizado, tento planejar como uma atividade “pulmão” do sprint.
    Tentei colocar de uma forma resumida, mas se tiverem dúvida, estou à disposição para maiores detalhes. Uma coisa eu posso dizer: todo o sprint eu aprendo algo. É importante estarmos abertos à mudança, pq realmente é um jeito diferente de trabalhar. Eu estou gostando dessa realidade. Espero ter contribuído.

    Até mais,

    Patrícia

  2. Daniel Matos
    Mar 21, 2011 @ 17:52:00

    Olá, Especialistas!

    Achei bastante interessante o tema abordado no projeto de MBA de vocês que inclusive se assemelha bastante ao que eu estou desenvolvendo no meu Projeto de Graduação atualmente. No entanto, sinto bastante falta de fontes e bibliografias em português sobre este tema. A maior parte da literatura que encontro é em inglês.
    Seria possível me mandar este trabalho para que eu possa utilizar como um dos guias de consulta do meu Projeto?
    A empresa que eu trabalho está implantando a metodologia Scrum e eu faço parte da equipe de Q.A.. Estou iniciando ainda nesse novo modelo e inclusive utilizarei como caso real. Mas to achando bastante eficiente de fato.

    Ótimo o blog de vocês! Parabéns!

    Abraços e desculpe o incômodo.
    Daniel Matos

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